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JPR 2018

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Neste último final de semana ocorreu a Jornada Paulista de Radiologia em São Paulo, esse que é o maior evento de radiologia da América Latina. Para os que não sabem a JPR funciona da seguinte maneira, ocorre um congresso e uma feira onde todas as empresas da área apresentam suas novidades. No congresso cada especialidade possui uma sala onde são apresentadas as aulas.  Falando do congresso o tema deste ano foi transformando a educação na radiologia.  Na sala dos biomédicos o assunto basicamente foi educação, muito se falou da importância do estágio curricular, de como é necessário incentivar as universidades a divulgar a área de imagem, também foram debatidos temas como pós graduação, residência biomédica e também a necessidade de formação de profissionais híbridos para atuação com PET-CT e PET-RM. Não posso deixar de citar aqui a minha participação no congresso falando sobre o processo de re-certificação biomédica, que nada mais é que a empresa fornecer atualização...

Tatuagem borra na ressonância?

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Olá amigos ressonanticos tudo bem com vocês? O tema de hoje é no mínimo polêmico. Todo mundo já ouviu dizer que a tatuagem pode borrar na ressonância mais acredito que muitas pessoas nunca viram isso acontecer. Pois bem, essa semana recebi as imagens abaixo Esse paciente fez iniciou um exame de sacroilíacas e logo após a primeira sequência apertou a campainha de emergência dizendo que estava sentindo a tatuagem mexer. Ao ser retirado do magneto foi visto que estava borrado em vários pontos. Segundo o questionário o paciente tinha a tatuagem há 6 meses.  Caso vocês já tenho visto algum caso que queriam compartilhar por favor fiquem a vontade pois é algo que precisamos estar sempre atentos.

DIXON

Olá pessoal tudo bem com vocês? Confesso que demorei muito para escrever este post porque achava o conteúdo meio bobo. A sequência Dixon, Ideal, Flex, mDixon, Wfop. Dixon é um método de saturação ele apresenta muitas vantagens a outros métodos e é possível usar com GRE, T1, T2, DP. Este método de saturação usam uma pequena diferença da frequência precessional da água e da gordura que é chamado desvio químico. O Dixon nada mais é que um in/out phase com pós processamento de saturação de gordura. Quando realizamos a sequência saem as seguintes: WATER - que é o fat sat FAT - saturação de água IN PHASE - sequencia de rotina (a ponderação que desejar) OUT PHASE -  chemical shift água e gordura A saturação de gordura é a in phase - out phase E a saturação de água in phase + out phase Acredito que é isso que precisam saber sobre o DIXON . Me digam se querem um post sobre desvio químico. Abraços ressonanticos

Banda de frequência

Sexta feira chegou e é dia de post novo aqui no MRI blog. Confesso que estou postergando escrever sobre esse tema a algum tempo. Banda de frequência, RBW ou Bandwidth. A banda nada mais é do que a faixa de frequência que o aparelho vai ler. A distância em Hertz entre os pixels de uma imagem se deve a largura de banda de recepção selecionada. Quanto maior a banda maior a faixa de frequência que será analisada inclusive frequências de baixa amplitude que acabam gerando ruído na imagem. Uma banda estreita corresponde a uma amostragem lenta do sinal de RM e um gradiente de leitura de baixa intensidade aumentando a relação sinal ruído. OK passada essa breve teoria vamos ao que realmente interessa, o que realmente a banda faz na imagem? Quanto maior banda temos: Maior número de frequências analisadas e maior o ruído na imagem Menor o desvio químico na imagem Menor a relação sinal ruído Menor o TE mínimo  Diminui os artefatos de movimento Obs: um TE mínimo menor aumenta o nú...

Sequência DIR

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Outro dia estava revisando em um livro as sequências IR e me deparei com um nome que me chamou a atenção Spair nunca tinha ouvido falar antes aí resolvi pesquisar mais sobre ela.  Descobri que ela também pode ser chamada de Dir e é uma sequência com dois tempos de inversão. Em um aparelho de 3 tesla os tempos de inversão são: de 2000 a 3000 ms e de 450ms eles suprimem o líquor e a substância branca respectivamente. Dentre as pesquisas que realizei essa sequência pode ser usada para:   Delimitar placas de substância branca em esclerose múltipla e calcular o tamanho das lesões. Sendo mais sensível que o flair para demonstrar lesões. Nesta imagem é possível ver o quão mais fácil é a visualização das lesões na sequência DIR em relação a sequência Flair. Detecção de displasia focal cortical em pacientes com epilepsia                                Lesão no lobo temporal esqu...

Osteocondromatose sinovial

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Lembro como se fosse hoje a primeira vez que vi uma imagem de osteocondromatose sinovial, achei que o paciente tinha algo muito grave e corri para chamar o radiologista, que me tranquilizou dizendo que não era algo grave. A osteocondromatose é uma metaplasia benigna rara da membrana sinovial de etiologia desconhecida, é caracterizada pela presença de múltiplos nódulos cartilaginosos dentro do tecido conjuntivo das membranas das articulações, bainhas e bursas. É mais comum no sexo masculino e em pessoas entre 30 e 50 anos de idade.  É dividida em primária e secundária. A primária surge sem patologia articular identificável, enquanto a forma secundária está associada a artrose, artrite reumatóide, osteonecrose, osteocondrite dissecante, tuberculose ou até fratura osteoscondrais. Os nódulos cartilaginosos normalmente apresentam hipossinal no T1 e T2 Fat. Não é necessário o uso de contraste para confirmação do diagnóstico.

Ajuda aos iniciantes

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Quais são as suas dúvidas na RM? Estou pensando em fazer um vídeo respondendo algumas perguntas porque muita coisa é complicado responder em texto. O que acham dá ideia? Ou podemos marcar encontros online para discutirmos alguns temas.